Precisamos entender como se constrói uma sociedade!

José Roberto Negreiros

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Natal, Rn, Brazil
Sociólogo formado pela UFRN, policial Militar formado em 2001 pela Academia de Polícia Militar Cel. Milton Freire de Andrade, Instrutor do PROERD - PROGRAMA EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA AO USO DE DROGRAS E A VIOLÊNCIA, com orgulho, especializações em "Direitos Humanos", "Violência, criminalidade e prevenção" e "Enfrentamento e combate a exploração sexual de crianças e adolescentes", "Polícia Comunitária" e "Concepção e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente" pela Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP/BRASÍLIA. Especialista pela PUC - GOIÁS em Intervenção Sóciopsicoeducativa na Área da Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Pai coruja, um ser inconformado com as injustiças e desigualdades sociais, gosta de desafios e acredita que ser Policial Militar é algo grandioso se você acreditar no social. Mudar vidas pela ação reflexão, dizendo não a qualquer forma de violência é algo que não se discute, se faz! Nunca desistir é meu lema! INDIQUE A LEITURA DESTE BLOG, DEIXE SEU COMENTÁRIO!

Uma parceria para vida toda!

Uma parceria para vida toda!
União de grandes frutos!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Qual a melhor solução para a recuperação de Jovens Infratores?

Solidariedade ou algemas para os jovens infratores?
Trago uma resposta que podemos compartilhar e debater acerca de soluções para recuperação de jovens infratores.
Precisamos repensar no papel dos jovens brasileiros e no que eles representam na sociedade, pois são o nosso futuro, mesmo sendo duro acreditar, mas é preferível acreditar numa Utopia, do que no caos instalado.
Jovem infrator não é só aquele pobre, negro e favelado, mas o filho da classe média, porque este também comete muitas atrocidades!
Devemos dar a todos oportunidades de emprego ou direcioná-los de alguma forma para o bem, fazendo com que eles não tenham tempo ocioso que lhes permita criar pensamentos negativos, isso dentro das instituições. A ociosidade muitas vezes cria o bandido ou o marginal. Não basta só estudar, é preciso trabalhar. O jovem precisa de esperança e de objetivos. Precisa de força de vontade e coragem. Mas nossos jovens crescem em um clima de violência e desesperança! Isso é mentira??????

Sabe quanto custa um jovem infrator internado nas Unidades de privações de alguns estados? De R$ 4.000 a R$ 7.000 por mês, e o pior é que essa instituição quase nunca reeduca. Pelo contrário, às vezes, a situação ainda piora mais! Isso é mentira???????

Visite um shopping, uma favela ou vá a um jogo de futebol em um dia de semana e veja quantos adolescentes circulam sem ter o que fazer. Não são só carentes ou moradores da periferia...

A Unicef publicou em 2003 que dos 21 milhões de jovens brasileiros entre 12 e 17 anos de idade, 38% deles, ou seja, 8 milhões, vivem em áreas de risco (1.300.000 são analfabetos ou semi-analfabetos), sendo que mais de 4 milhões não trabalham. Não há políticas públicas para inserir o jovem na cidadania, salvo algumas exceções governamentais ou trabalhos de algumas ONG, pois a maior dificuldade é retira do papel tais ações, pelo fato de que esbarramos nas estruturas defasadas do aparelho estatal;

Incluindo um tema polêmico que é o da redução da idade penal, coloco que não creio que se o limite da imputabilidade penal para 16 anos baixasse resolveria a questão, pelo contrário, iremos transferir para um outro sistema, gerando certo inchaço e outros problemas. Uma simples canetada não resolve. O jovem não deixará de praticar "crimes", digo Atos Infracionais porque baixou o limite legal da imputabilidade.

Vamos refletir um pouco nisto!

 
José Roberto Negreiros
91892860

10 Anos PROERD Pernambuco - Uma Festa muito bonita

A Prevenção se faz com ações sólidas e por mãos que desejam mudar realidades distintas. A Droga tem ceifado a vida de muitos jovens em nosso Brasil e no mundo, para tanto temos que começar a fazer algo, o PROERD nos ajuda e torna mais fácil esse caminho.








       PROERD RIO GRANDE DO NORTE

Eu, Valdemar e Alexandre "Panda"
                                                                           Eu e o Leão do PROERD em Pernambuco
Eu e Instrutores do PROERD Alagoas em Pernambuco















Mentor Valdemar, euzinho e Mentora Sgt. Márcia

                 Da esquerda para Direita: Mentor Leomar, Mentor Valdemar, Eu e Mentora Sgt. Márcia
EQUIPE PROERD DO ESTADO DE ALAGOAS

      Eu com o Facilitador Geazi - PROERD RN - Maravilha

Trago neste momento, uma reflexão extraida do site www.antidrogas.com.br/prevencao.php, onde podemos ver e compartilhar informações importantes que podem contribuir e muito para ações a serem desenvolvidas em favor de jovens adolescentes, no tocante a prevenção ao uso de drogas. Para tanto incluimos neste Artigo, um recorte do livro "Anjos caidos" de Içami Tiba.

Desejo uma boa leitura e reflexão, seja agora em qualquer tempo, pois para previnir não há hora.

Um forte abraço!
José Roberto Negreiros

Muito se tem feito nos últimos tempos para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O resultado final é que as pessoas estão consumindo cada vez mais drogas.
Usar drogas, significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil lutar contra o prazer, porque foi ele que sempre norteou o comportamento dos seres vivos para se autopreservarem e perpetuarem sua espécie.
A droga provoca o prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo mais, como se fosse bom. Mas o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele mais destrói a vida do que ajuda na sobrevivência.
A prevenção tem de mostrar a diferença que há entre o que é gostoso e o que é bom. Todo usuário e principalmente sua família têm arcado com as consequências decorrentes desse tipo de busca de prazer.
Pela disposição de querer ajudar outras pessoas, parte da sociedade procura caminhos para previnir o maior mal evitável deste final de milênio.

Caminhos disponíveis
1. Do medo - Os jovens não se aproximarão das drogas se as temerem. Para se criar o medo, basta mostrar somente o lado negativo das drogas. Pode funcionar para crianças enquanto elas acreditarem no adultos.
2. Das informações científicas - Quanto mais alguém souber sobre as drogas, mais condições terá para decidir usá-las ou não. Uma informação pode ser trocada por outra mais convincente e que atenda aos interesses imediatos da pessoa.
3. Da legalidade - Não se deve usar drogas porque elas são ilegais. Mas e as drogas legais? E todas as substâncias adquiridas livremente que podem ser transformadas em drogas?
4. Do princípio moral - A droga fere os princípios éticos e morais. Esses valores entram em crise exatamente na juventude.
5. Do maior controle da vida dos jovens - Mais vigiados pelos pais e professores, os jovens teriam maiores dificuldades em se aproximar das drogas. Só que isso não é totalmente verdadeiro. Não adianta proteger quem não se defende.
6. Do afeto - Quem recebe muito amor não sente necessidade de drogas. Fica aleijado afetivamente que só recebe amor e não o retribui. Droga é usufruir prazer sem ter de devolver nada.
7. Da auto-estima - Quem tem boa auto-estima não engole qualquer "porcaria". Ocorre que algumas drogas não são consideradas "porcarias", mas "aditivos" para curtir melhor a vida.
8. Do esporte - Quem faz esporte não usa drogas. Não é isso o que a sociedade tem presenciado. Reis do esporte perdem sua majestade devido às drogas.
9. Da união dos vários caminhos - É um caminho composto de vários outros, cada qual com sua própria indicação. Cada jovem escolhe o mais adequado para si. Por enquanto, é o que tem dado os resultados mais satisfatórios.
10. Da Integração relacional - Contribuição para enriquecer o caminho 9. Nesse trajeto, o jovem é uma pessoa integrada consigo mesmo (corpo e psique), com as pessoas com as quais se relaciona (integração social) e com o ecossistema (ambiente), valorizando a disciplina, a gratidão, a religiosidade, a ética e a cidadania.
                                  
(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição)


Carta de Princípios - Seminário Nacional Exploração sexual contra crianças e adolescentes e outros contextos de violências


Resultado de muito trabalho intelectual, apresento a Carta de Princípios, elaborado com muito zelo por pessoas preocupadas com crianças e adolescentes, onde com muito orgulho posso dizer que fiz parte dessa construção e aproveitei ao máximo as discussões.
Leiam e divulguem este material.
Um forte abraço!
José Roberto Negreiros 










CARTA DE PRINCÍPIOS














IBEPIS
NATAL (RN)
2010







REALIZAÇÃO DO SEMINÁRIO:




PARCERIA:




APOIO:




EQUIPE DE ELABORAÇÃO DO PROJETO:
Concepção e Coordenação Técnica: Dilma Felizardo – IBEPIS/RN
Consultora Pedagógica: Cláudia Santa Rosa – IBEPIS/RN
Assessora Técnica: Micheline Lima – IBEPIS/RN

EQUIPE TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DA PRÉ - MINUTA:
Coordenação Técnica: Dilma Felizardo – IBEPIS
Assessoria Técnica: Micheline Lima – IBEPIS
Consultroia Consulta Prévia: Gorete Vasconcelos
Assessroria Consulta Prévia: Carolina Lopes: IBEPIS
Consultoria Técnica: Ana Paula Felizardo: RESPOSTA
Assessoria Técnica:  Liliane Cacho - RESPOSTA
Consultoria Técncia: Marcos Lael O. Alexandre - MASTERPLAN
Assessoria Jurídica e de redação: Tertuliano Cabral Pinheiro Advogado – OAB/RN 2430

REUNIÕES  PREPARATÓRIAS DA PLENÁRIA E APRECIAÇÃO DA PRÉ-MINUTA

- Representantes Regionais da Juventude do Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes. (Reunião em Natal,  03 de março de 2010)
  • Região Norte - Cleidionice Gonçalves Ferreira[1] – RO
  • Região Nordeste - Rosana França – Coletivo Mulher Vida (PE)
  • Região Sudeste – Rodrigo Francisco Correa de Oliveira[2] – Oficina de Imagens (MG)
  • Região Sul - Helga Jaína Soares Back – Maria Mulher / Afro Luanda (RS)
  • Região Centro- Oeste – Dayana Barbara dos Santos Coqueiro (MNMMR – DF)

- Outras representações:
  • Ana Lídia Rodrigues Lima – Representante Juvenil ECPAT Brasil – EICYAC
  • Inês Dias – Programa Pernambuco de Enfrentamento a Violênica Sexual Contra a Criança e Adolescentes, iniciativa Childhood.
  • Jenair Alves - Programa de Juventude e Participação do Canto Jovem - RN.
  • Ozaias Batista – IBEPIS

- Representantes das Instituições  (Reunião em Natal, 04 de março de 2010)
  • Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente ANCED – Clayse Moreira
  • Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes - Maria das Graças Biba
  • Centro de Referência, Estudos e Ações Sobre Crianças e. Adolescentes (CECRIA) - Maria das Graças Biba
  • Centro de Referência às Vítimas de Violência/ Instituto Sedes Sapientiae (CNRNV) – Dalka Ferrari
  • CHILDHOOD BRASIL – Gorete Vasconcelos
  • ECPAT Brasil – Tiane Sento –Sé 
  • Fórum Catarinense Pelo Fim da Violência e da Exploração Sexual Infanto-Juvenil - Cláudia Rodrigues de Souza
  • GROUP DÉVELOPPMENT – FRANÇA – Philippe Dicquemare
  • IBEPIS – Dilma Felizardo
  • RESPOSTA – Ana Paula Felizardo e Eveline Ribeiro

- Comissão de Sistematização da Carta de Princípios  (Reunião em Natal, 25.05.10)
·         IBEPIS – Dilma Felizardo
·         ECPAT Brasil – Tiana Sento -Sé
·         ECPAT Brasil Juvenil – Lidia Rodrigues
  • Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes – Márcia Cristine Pereira de Oliveira
·         Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes - Juvenil – Rosana França
·         Groupe Developpement França – Philippe Dicquemare
·         Instituto Childhood Brasil – Inês Dias
·         Equipe Interristitucional de Abordagem de Rua – Marcos Levi F. Nunes de Souza.







PREÂMBULO



O Brasil é palco de inúmeras iniciativas na temática do enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes e goza de muita credibilidade na comunidade internacional pelos investimentos empreendidos na formulação de políticas públicas destinadas a prevenção e intervenção na área da violência sexual contra a população infanto juvenil brasileira.
O debate sobre o enfrentamento a violência sexual contra crianças e adolescentes consolida-se na pauta nacional a partir 1990, período marcado por um intenso processo de articulação e mobilização política, apresentando diversas ações no sentido de criar mecanismos de proteção da infância e da adolescência, culminando com a elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, na cidade de Natal em junho de 2000.
No sentido de monitorar a implementação do Plano Nacional, foi instalado em 2002, O Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes como uma instância representativa da sociedade, dos poderes públicos e das cooperações internacionais.
Passadas quase duas décadas da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), marco histórico relevante no contexto nacional, o IBEPIS celebra parceria com a ONG RESPOSTA, Groupe Développement – França e Dka – Áustria, e provoca a sociedade a construir a presente carta de princípios.
Desta forma, consideramos importante consolidar princípios que orientem a atuação das instituições neste campo, assegurando a qualidade dos serviços prestados pelas instituições, possibilitando a redução de danos e revitimização das crianças e adolescentes em situação de violência sexual e identificando a existência de situações de revitimização e de danos causados por práticas inadequadas, por instituições e profissionais que de forma intencionada ou não proporcionam algum tipo de violência, criando uma grave problemática no processo de atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência sexual.
O IBEPIS compartilha com diferentes segmentos da área da garantia de direitos e essa preocupação em torno do fato das instituições que, ao proteger causam danos, encontra eco a essa situação, como afirma Javaloy (2001, p.16), “para que exista un problema social es preciso que un cierto número de personas lo definan como tal, es decir, que consideren que su situación es perjudicial, desagradable o injusta”.  Foi acreditando que a articulação de pessoas e instituições em torno da idéia acerca de um determinado problema social e o eco que encontramos em setores mais amplos é a prova legítima de que se trata de uma questão importante. Dessa forma, surgiu assim a proposta de elaboração de um documento, que se constituísse em uma estratégia nessa área, considerando importante consolidar princípios que orientem a atuação das instituições neste campo, assegurando a qualidade dos serviços prestados pelas instituições, possibilitando a redução de danos e revitimização, originando assim a Carta de Princípios, como um instrumento capaz de subsidiar novas práticas institucionais.
Este documento toma por base os Marcos Legais Nacionais e Internacionais, o acervo das experiências acumuladas em anos de intervenção social nessa área e tem a pretensão de que as instituições analisem e adaptem, quando necessário, a luz dos princípios aqui estabelecidos, as suas estratégias e metodologias de intervenção para que de fato garantam a promoção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes, em conformidade com a Convenção sobre os Direitos da Criança, o ECA, o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto–Juvenil, recomendações tiradas nos Congressos Mundiais Contra Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes e da Carta de Natal 2008[3], dentre outros.
Dentre os momentos históricos que representam grandes avanços no reconhecimento dos direitos das Crianças e dos Adolescentes, o Brasil tem acompanhado a evolução dos Direitos Humanos e nesta perspectiva é signatário destas Normativas Internacionais:

§  Declaração sobre os Direitos da Criança (1923);
§  Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948);
§  Segunda Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959);
§  Convenção 138 da OIT sobre idades mínimas para admissão ao trabalho (1973);
§  Convenção sobre os Direitos da Criança (1989);
§  Declaração de Viena (1993);
§  Convenção 182 da OIT (1999);
§  Protocolo da Emenda das Convenções de Genebra de 1921 e 1933 (Tráfico de mulheres/mulheres maiores);
§  Protocolo Facultativo sobre a venda de crianças, a prostituição infantil e a pornografia infantil, assinado pelo Governo brasileiro em setembro de 2001, já aprovado pelo Congresso Nacional.
§  Convenção de Haia, relativa à proteção das crianças e à cooperação em matéria de adoção por estrangeiros.

No âmbito do Mercosul, o País é signatário da Declaração da Comissão Parlamentar Conjunta (1997); da Declaração Sociolaboral do Mercosul (1998); da Declaração dos Ministros do Trabalho do Mercosul sobre Trabalho Infantil (1999); do Relatório e Conclusões do Seminário Técnico Tripartite sobre Trabalho Infantil no Mercosul (1999); e da Ata Final da Reunião do Mercosul sobre Trabalho Infantil (2000).
As instituições não existem por si só, são constituídas de pessoas, e por esta razão devem ser empreendidos investimentos de uma conduta ética nas práticas institucionais para assegurar uma postura clara das instituições na intervenção social, psicológica, educativa e jurídica às crianças e adolescentes em situação de violência sexual.
Por reconhecer a necessidade de se consensuar princípios éticos norteadores da temática, buscando a não revitimização de crianças e adolescentes, estiveram reunidos em Natal/RN, de 24 a 26 de março de 2010, 248 participantes dos mais diversos segmentos da sociedade para discutir esta Carta de Princípios, que destina-se às instituições que atuam direta ou indiretamente no enfrentamento à violência sexual contra o público infanto-juvenil, que tomando por base as orientações resultantes de todas essas recomendações deliberaram o seguinte:


Parte I
Dos objetivos e da adesão

1.1 A presente Carta de Princípios é uma declaração formal, de livre adesão, destinada a orientar as práticas das instituições que atuam direta ou indiretamente com crianças e adolescentes em situação de violência sexual.

1.2 A esta Carta de Princípios podem aderir entidades sociais, instituições públicas, fornecedores de serviços públicos ou privados e profissionais que atuam direta ou indiretamente com crianças e adolescentes em situação de violência sexual.

1.3 Esta Carta reconhece e se orienta por todos os princípios de proteção à criança e ao adolescente emanados da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e das demais Legislações, Declarações, Convenções, Pactos, Tratados Internacionais e Planos Nacionais firmados pelo Brasil relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes.

1.4 Esta carta de princípios é desprovida de valor legal, no entanto é revestida do caráter de livre adesão comprometendo, por conseqüência, somente as instituições que com este documento concordarem e a ele aderirem.

1.5 Cabe as instituições que aderirem a esta Carta, expressarem fidelidade aos princípios por esta recepcionada, adotando atitudes concretas de proteção à criança e ao adolescente em situação de violência sexual, adequando, quando necessário, seus regulamentos internos, metodologias e estratégias de trabalho, promovendo a capacitação do seu quadro funcional para o cumprimento deste documento.

1.6 A adesão a Carta é ato formal e as instituições e profissionais interessados em aderirem, devem subscrever um requerimento perante a instância de Monitoramento da mesma.

1.7 O Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes referenda e acompanha a Comissão de Monitoramento, definida no seminário nacional realizado em março de 2010 em Natal, Estado do Rio Grande do Norte;

1.8 As entidades, instituições e profissionais interessadas em aderirem, devem subscrever um requerimento perante a Comissão de Monitoramento que, em prazo definido no seu regimento, decide sobre o pedido.

Parte II
Da conduta Ética na Intervenção Social


2.1 Com a aceitação da Carta de Princípios, as instituições que realizam intervenção (elaborar uma nota de rodapé, descrevendo o entendimento acerca do termo intervenção social) social[4] com crianças e adolescentes em situação de violência sexual, comprometem-se a:

2.1.1) Respeitar a legislação nacional, convenções e tratados e outros acordos internacionais ratificados pelo Brasil, que trata dos direitos das crianças e adolescentes; (verificar juridicamente essa citação – legislação internacional)

2.1.2) Adotar a Declaração Universal dos Direitos Humanos como valor indissociável da sua prática institucional;

2.1.3) Respeitar a diversidade étnica, cultural, religiosa, política, de gênero e orientação sexual, evitando determinismos no atendimento às crianças e adolescentes;

2.1.4) Atuar de forma a prevenir que crenças religiosas e políticas partidárias interfiram na prática;

2.1.5) Compreender o fenômeno da violência sexual como multicausal, multidimensional, exigindo uma intervenção interdisciplinar;

2.1.6) Preservar a imagem e identidade de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, para divulgação na mídia, meios de comunicação, na realização de pesquisas e documentos enviados para financiadores;

2.1.7) Respeitar a liberdade de expressão das crianças e dos adolescentes, inclusive o seu silêncio, assegurando uma escuta qualificada;

2.1.8) Comprometer-se com a ética no cuidado – de si, do outro, da comunidade e do meio ambiente;

2.1.9) Desenvolver políticas organizacionais éticas e consistentes contra qualquer forma de violência, principalmente a sexual, comprometendo-se a consolidá-las na imagem e na filosofia da organização;

2.1.10) Estabelecer cláusulas nos contratos celebrados pela organização com empregados, funcionários, fornecedores de bens e serviços, proibindo expressamente qualquer conduta que caracterize ato de violência contra criança e adolescente, notadamente a sexual;

2.1.11) Denunciar às autoridades competentes, fatos e atos caracterizadores da violência sexual ocorridos no interior da instituição, nominando os responsáveis;

2.1.12) Desenvolver programas, projetos e serviços assegurando a participação dos usuários crianças, adolescentes e família no processo de planejamento, monitoramento e avaliação levando em consideração as contribuições das crianças e dos adolescentes beneficiários;

2.1.13) Desenvolver esforços para garantir recursos financeiros para a participação social de crianças e adolescentes;

2.1.14) Fomentar  espaços de participação social de crianças e adolescentes, conforme prevê o Plano Nacional de Enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes;
2.1.15) Promover nos espaços institucionais a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos de crianças e adolescentes,

2.1.16) Orientar os usuários sobre os direitos ao acesso a prevenção, contracepção, profilaxia química e aborto legal para as vítimas de violência sexual, assegurando o direito de escolha;

2.1.17) Zelar pelo sigilo das informações colhidas no atendimento da instituição e, quando necessário, preservar a identidade do informante;

2.1.18) Garantir espaço físico adequado para a intervenção social, com os meios e recursos exigíveis para o bom atendimento da criança e do adolescente;

2.1.19) Informar, sensibilizar e orientar toda a rede de relacionamento da instituição, sobre os termos pactuados nesta Carta de Princípios e na legislação pátria correlata;

2.1.20) Adotar formas de intervenção estabelecendo uma relação de confiança,  respeito e tratamento profissional que evite confundir o atendimento carinhoso e cortês, com intimidades;

2.1.21) Orientar de forma clara e objetiva as crianças, adolescentes e seus familiares sobre todos os procedimentos que poderão ser adotados na garantia de seus direitos e na responsabilização das pessoas identificadas como autores da violação, reconhecendo perante as crianças e adolescentes as limitações da instituição, não gerando falsas expectativas;

2.1.22) Prevenir e coibir qualquer forma de abordagem que seja revitimizante, estigmatizante  e/ou discriminatório  direcionados a crianças, adolescentes e seus familiares;
2.1.23) Adotar política de formação permanente e sistemática dos profissionais;
2.1.24) Garantir uma prática de cuidado aos profissionais que atuam com crianças e adolescentes (cuidando do cuidador).

Parte III
Da Comissão de Monitoramento da Carta de Princípios


3.1 Fica criada uma comissão para implantação e monitoramento da Carta de Princípios, instituída na plenária de discussão do documento, sendo membros natos:

01 Representante do IBEPIS
01 Representante de ECPAT Brasil
01 Representante Juvenil ECPAT Brasil
01 Representante do Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes
01 Representante Juvenil do Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes

3.2 A Comissão tem como objetivo geral disseminar e acompanhar a implementação da Carta de princípios a fim de subsidiar parâmetros mínimos para o atendimento às crianças e adolescentes em situação de violência sexual.

3.3 São objetivos específicos da Comissão:

3.3.1 Que esta Carta seja referendada pelo Comitê Nacional e possa ser citada e anexada ao Plano Nacional, conforme deliberação do seminário Nacional em Natal (Março de 2010);
3.3.2 Criar estratégias de disseminação da Carta (descentralizando para os Estados desenvolvendo a metodologia depois);
3.3.3 Estruturar formas de adesão a Carta;
3.3.4 Articular as instâncias de controle (Conselhos, fóruns, comitês) para monitoramento da implementação da Carta;
3.3.5 Monitorar os processos de implementação da Carta dentro de um plano de trabalho a ser construído pela Comissão.

Parte IV

Das Disposições Finais


4.1 Esta Carta de Princípios recomenda que as instituições adesistas capacitem seus técnicos, sócios e voluntários, através de treinamentos, cursos e palestras sobre o seu conteúdo e demais aspectos relevantes para seu cumprimento.

4.2. Todas as instituições que aderirem a esta Carta são responsáveis por sua visibilidade, podendo utilizar-se de cartazes, folders, catálogos, páginas na internet e demais meios ou veículos de mídia, radiofônico, impresso e televisivo.

4.3. Toda instituição que aderir a presente Carta deve estar disponível para colaborar no seu aperfeiçoamento, através de um permanente processo de análise e avaliação de resultados, sempre que provocada para esse fim.

Natal, 26 de março de 2010









Referência Bibliográfica

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra. 1975.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa.
S. Paulo: Paz e Terra, 1997.
JAVALOY, F., RODRIGUEZ, E. Comportamiento Colectivo y movimientos sociales. Editorial Prentice Hall, Madrid, 2001.LUQUE, O. Intervención psicosocial en servicios sociales. Valencia: Nau Llibres, 1988.
LÓPEZ CABANAS, M. y CHACÓN, F. Intervención psicosocial y servicios sociales: Um enfoque participativo. Madrid: Editorial Síntesis. 1997.
MONTENEGRO, M. El proceso comentario “Niño Jesús” desde el caleidoscopio – reflexiones desde el conocimiento situado. Trabajo de Investigación para obtener el Título de Magister. Programa de Doctorado de la universidad Autónoma de Barcelona. 2001.
               

LISTA DE PARTICIPANTES
NOME
ENTIDADE
02
Ana Lídia Rodrigues Lima (Jovem)
ECPAT – Jovem – Fortaleza – Ceará
03
Ana Paula Felizardo
RESPOSTA – Natal –RN
04
Ana Paula Rodrigues
Rede Não Bata, Eduque Brasil, Xuxa Meneguel – Rio de Janeiro – RJ
05
Amal Hachet
Universidade de Poitiers – França
06
Adaildo Ribeiro dos Santos
Agente Penitenciário - Secretária de Segurança Pública
07
Adriana Paula da Silva Eleutério
Hospital Universitário Onofre Lopes -Natal – RN
08
Aldo Araújo da Silva
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Natal - RN
09
Amália Silva Dias Melo
Curso Pós Graduação IBEPIS – Natal - RN
10
Amanda Cortês Alves Soares
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
11
Ana Cristina Costa de Andrade
Casa de Passagem II – Natal – RN
12
Ana Paula Batista da Silva
Estudante/Serviço Social - INBRAD
13
Ana Paula Cabral de Melo
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal - RN
14
Ana Paula Costa da Silva
Associação Curumins – Equipe Interinstitucional de Abordagem de Rua de Fortaleza – Ceará
15
Ana Paula Targino Almeida da Mota
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
16
Ana Vládia Holanda Cruz
Casa Lar – Macaíba - RN
17
Anabell Garcia Blondón
Fundación de Apoyo al Arte Creador Infantil (FUNARTE) – Nicaragua
18
Antonio Rinaldo Da Silva
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
19
Aradir de Souza Faustino
CRAS - São Tomé - RN
20
Ariane Cristiny da Silva Fernandes
Hospital Walfredo Gurgel – Natal -RN
21
Bárbara Cristina Nascimento Patriota
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
22
Bárbara Dayane de V. Neves
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
23
Brigitte Louchez
Barraca da Amizade/Equipe Interinstitucional de Abordagem de Rua de Fortaleza  - Ceará
24
Bruna Massud de Lima
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
25
Bruno Henrique Varela
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
26
Carina Cavalcanti
Prefeitura Municipal de Extremoz - RN
27
Carlos Alberto Bezerra
Vereador da Câmara Municipal de São Paula – SP
28
Carolina Padilha
Childhood - Brasil  - São Paulo - SP
29
Cláudia Fígaro Garcia
Caminho de Volta CENCIFOR/USP – São Paulo –SP
30
Cleia Carmo
SODIREITOS - PA
31
Cleidionice Gonçalves Ferreira  (Jovem)
MNMMR – DF / Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência  Sexual Contra Crianças e Adolescentes
32
Dalka Ferrari
Centro de Referência às Vitimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae – São Paulo –SP
33
Dayana Barbara dos Santos Coqueiro (Jovem)
MNMMR – DF / Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência  Sexual Contra Crianças e Adolescentes
34
Cecília Olívia Paraguai De Oliveira
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
35
Célia Maria Guimarães
Secretaria de Assistência Social - Canguaretama - RN
36
Célia Maria Rodrigues da Cunha
ACAMP – Fortaleza – Ceará
37
Claudia Ramirez
SISMA Mujer - Colômbia
38
Cláudia Rodrigues de Souza
Fórum Catarinense pelo fim da Exp. Sexual - SC
39
Clayse Moreira
Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED) - RJ
40
Clebia Madalena Ferreira de Oliveira
Prefeitura Municipal Sen. Georgino Avelino - RN
41
Cristiane de Oliveira Correia Monteiro
CREAS – Nova Descoberta/RN
42
Daci Do Carmo Rodrigues De Macedo
Centro Educacional Dom Bosco – Natal -RN
43
Daniela Bezerra Rodrigues
CAVV - Coordenadoria de Direitos Humanos e Defesa das Minorias - Centro de Atendimento às Vítimas de Violência - RN
44
Daniela Souza Marinho
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
45
Danival Lima Falcão
Conselho Estadual dos Direitos da C&A – Sergipe
46
Débora Lima de Oliveira
CREAS – Zona Oeste - Felipe Camarão - RN
47
Délio Henrique Delfino de Oliveira
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
48
Denilde soares matos
Hospital Walfredo Gurgel – Natal -RN
49
Denise Ribeiro do Vale
Hospital Walfredo Gurgel – Natal – RN
50
Dionaldo Oliveira da Silva
Conselho Tutelar Goianinha - RN
51
Djane Candeia Lima 
Prefeitura do Recife - Centro de Referencia da C&A – Recife - PE
52
Dolores Amaya Fastoso
Coletivo Mulher Vida - Recife - PE
53
Denise de Carvalho Campos
ANCED/Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes - RO
54
Edmilson Lopes Jr
IBEPIS – Natal -RN
55
Ednalva da Cruz Souza
CIAD – Natal -RN
56
Elayne Medeiros de Carvalho
Estudante FACEX – Natal – RN
57
Eliana Leandro Garcia
Secretaria de Educação e Cultura
58
Eriberto Freie Tomaz
Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – Parazinho - RN
59
Ernane Pinheiro de Freitas
Secretária Municipal de Saúde - Severiano Melo / CAPS – RN
60
Eugenio Parcelle
Groupe Développement - França
61
Eva Kariny da Costa Sales
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
62
Eliana Züecher
IBEPIS – Munique - Alemanha
63
Eveline Emile
RESPOSTA – Natal RN
64
Fabiana Dantas De A. Tavares
CREAS II - Natal
65
Fátima Bezerra
Deputada Federal – RN
66
Fernanda Lavarello
ANCED/CEDECA Interlagos – São Paulo
67
Fernando Mineiro
Deputado Estadual – RN
68
Frans Johan Van Kranen
Coordenador da Campanha Nacional “Para ler, ouvir, e Agir da ANCED/DCI Brasil – RS
69
Franciane Gomes de Souza Viana
Estudante - FACEX – Natal -RN
70
Francisca Valdelice Fialho
GACC - Grupo de Apoio às Comunidades Carentes – Fortaleza - Ceará
71
Francisco Gomes de Lima
Conselho Tutelar – Zona Leste – Natal - RN
72
Francisco Rosário 
Executivos Projetos e Consultoria 
73
Gabriela Correa Benguigui
CREAS I
74
Geisa Bastos Maia
Casa de Passagem I - Natal -RN
75
Genilda Araújo
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
76
Geruza Araújo de Oliveira
Visão Mundial – Natal - RN
77
Gilson de Medeiros Costa
SESI - Projeto VIRAVIDA – Natal - RN
78
Gilson Soares de Sousa 
PPEVS/ Childhood-Brazil – Recife -PE
79
Giovanna Goes Britto
Hospital Walfredo Gurgel – Natal -RN
80
Giselle Mary Paiva da Cruz Silva
CREAS II 
81
Gorete Vasconcelos
PPEVS/ Childhood-Brasil – Recife -PE
82
Glauce Costa Trindade
Núcleo de Desenvolvimento Social
83
Gleice Kelly Alves de Morais 
CRAS – Goianinha - RN
84
Gracily Cortez Pinheiro Galvão
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
85
Grécia Maria Vieira
Articuladora - Selo UNICEF - Nova Cruz - RN
86
Gregório Bezerra
Groupe Développement -  França
87
Hugo Donato Nóbrega de Lucena
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal - RN
88
Helga Jaína Soares Back (Jovem)
Maria Mulher / Afro Luanda – RS
89
Hermano Morais
Vereador – Natal – RN
90
Ilana Lemos de Paiva
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
91
Iliane da Silva Barbosa
Prefeitura Municipal de Goianinha - RN
92
Iris D'arc soares da silva
Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC) RN
93
Isabel Cristina da Silva Câmara
CRAS ÁFRICA – Natal - RN
94
Istênia Marlia Medeiros Alves
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal -RN
95
Inês Dias
PPEVS/ Childhood-Brasil – Recife -PE
96
Ivanilda Laurentino da Costa
Conselho Tutelar Conselheiro - Nova Cruz -RN
97
Iza Carmem Jorge de Souza
Visão Mundial/PDA Caminhos do Sol –Natal -RN
98
Jackson Simeão da Silva
FARN – Natal -RN
99
Jacqueline Morais
Delegacia Especializada em Atendimento ao Adolescente Infrator – Natal - RN
100
Jaime de Freitas Costa Meira
Estudante - Universidade Potiguar
101
Janaine Mary de Moura
Estudante - Universidade Potiguar
102
Jandira dos anjos Alencar
UNP - Estudante
102
Joana Maria Dionísio
Sec. Mun. de Saúde - Caiçara do Rio do Vento - Téc. de enfermagem
104
João Batista de Carvalho
Vereador - Severiano Melo - RN
105
Joédila Vasconcelos Pereira
FACEX - Estudante
106
Joel Lima Júnior 
Universidade Vale do Acaraú - UVA - RN
107
Joelma de Sousa Correia 
PPEVS/ Childhood-Brazil – Recife -PE
108
Joelma Gomes Aguiar da Silva
CREAS I - SESAP
109
José Alberto da Silva
Conselho Tutelar -
110
José de Sousa Vieira
Assembléia de Deus - Nova Cruz - RN
111
José Francisco Pereira de Lima 
Dep. de Proteção Social Especial (DPSE) - SEMTAS - Educ. Social – Natal -RN
112
José júnior de oliveira
Conselho Tutelar - Georgino Avelino - RN
113
José Roberto Macedo de Negreiros
Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC) RN
114
Josmery Katiana Rocha da Silva
Estudante – Universidade Potiguar – Natal - RN
115
Juliana Franca 
PPEVS/ Childhood-Brazil – Recife -PE
116
Juliana Luzia da Silva
Delegacia Especializada em Atendimento ao Adolescente Infrator
117
Jenair Alves (Jovem)
Canto Jovem – Natal –RN
118
Jorge Abraão de Castro
IPEA - SP
119
José Antonio Daltoé Cezar
Juiz da 2ª Vara Da Infância E Da Juventude de Porto Alegre – RS
120
Karinne de Medeiros Lira
OAB 
121
Kátia Maria Nascimento Patriota
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal - RN
122
Katryenne Rochelly de Oliveira Cunha
Estudante – Universidade Potiguar – Natal - RN
123
Larissa Nunes Paiva
Visão Mundial/PDA Caminhos do Sol - Natal -RN
124
Leiliane Helena Gomes
 CREAS II
125
Lénora de Azevedo Medeiros Bezerra
PEMSEMA
126
Leonardo Cavalcante de Araújo Mello 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
127
Lígia Cristina Borges Tinoco 
Clinica Senare
128
Liliane Cacho
CRAS-AFRICA – Natal -RN
129
Lisane Filgueira Marciel
CERAS – Cento de Referência Especializado da Assistência Social – Natal - RN
130
Luciana Ferreira de Lira
Casa de Passagem I – Natal -RN
131
Luiz Carlos Fernandes De Oliveira
Sesed- Secretaria De Estado E Defesa Social
132
Luiz Gustavo Cardia Mazetti 
União dos Escoteiros do Brasil/ RN 
133
Luz Stella
Vamos Mujer - Colômbia
134
Madalena Fucks
PPEVS/ Childhood-Brazil – Recife -PE
135
Maguidarela Tavares de Sousa Caldas
Grupo de Apoio às Comunidades Carentes - Ceará
136
Maially Catarina Damião Costa
Universidade Potiguar – Natal - RN
137
Maísa de Oliveira Meira
ITEP - Auxiliar de Pesquisa – Natal - RN
138
Marcelo Henrique Alves de Souza
Pastoral da Juventude – Natal –RN
139
Márcia Florêncio de Souza
IBEPIS – Rio de Janeiro -RJ
140
Marcos Levi Ferreira Nunes de Souza
Equipe Interinstitucional de Abordagem de rua de Fortaleza – Ceará
141
Margarete Dantas de Carvalho
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
142
Maria Aldenora da Silva
Hospital Walfredo Gurgel – Natal – RN
143
Maria Carlezia de Carvalho Alves
Secretaria Estadual de Saúde Pública do RN
144
Maria da Conceição Oliveira Damasceno
Cons. Tutelar - Senador Georgino Avelino  -RN
145
Maria da Salete Alves
Casa de Passagem II – Natal - RN
146
Maria das Graças Ferreira de Lima
Unidade de Saúde Parque de Exposições – Parnamirim - RN
147
Maria das Graças Silva
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
148
Maria de Fátima Pedro Siqueira
Curso Pós Graduação IBEPIS – Natal - RN
149
Maria de Lourdes Alves de Souza Patrício
FACEX - Estudante – Natal - RN
150
Maria Deovânia Morais de Lima
Escola Municipal Malhada Vermelha - Severiano Melo - RN
151
Maria do Socorro Santos da Silva
Centro das Mulheres de Vitória de Santo Antão – PE
152
Maria do Socorro de M. F. de Macedo
Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES) Natal - RN
153
Maria do Socorro Lopes Souza
FAFIRE - Recife - PE
154
Maria Dolores Fastoso
Coletivo Mulher Vida – Recife -PE
155
Maria Edite Guimarães Chagas
CREAS I
156
Maria Edjane da Silva
BEMFAM – Natal - RN
157
Maria Elisa de Araujo Dantas
Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC) RN
158
Maria Evania de Oliveira
Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) –Natal - RN
159
Maria Gabriela Amazonas Gouveia
PPEVS/ Childhood-Brazil – Recife –PE
160
Maria Goretti De Lima
Conselho Municipal de Saúde - Nova Cruz –RN
161
Maria Helena Guedes Da Costa
Conselho Tutelar - Conselheira - Nova Cruz - RN
162
Maria Iara Da Costa Lima
Associação Barraca da Amizade – Fortaleza -Ceará
163
Maria Jerônimo De Souto
Hospital Walfredo Gurgel – Natal -RN
164
Maria Juliani Loureiro Burichel
Secretaria de Turismo de Pernambuco - PE
165
Maria Luiza Martins Costa De Moraes
FACEX - Estudante
166
Maria Regis Jacinto Silva
Conselho Tutelar Zona Leste
167
Maria Shirley Jorge de Souza Ferreira da Silva
Curso Pós Graduação IBEPIS – Natal - RN
168
Maristela Barenco
Centro das Mulheres de Vitória de Santo Antão – PE
169
Marta Maria Cândida De Albuquerque
Hospital Infantil Varela Santiago
170
Marta Matias De Carvalho
Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC) RN
171
Meirielle Souza Santos Lucena
Secretaria Municipal de Educação – Natal - RN
172
Michelly Bezerra Dos Santos
CREAS I
173
Madalena Fuks
PPEVS/ Childhood-Brasil – Recife -PE
174
Marcos Nascimento
PROMUNDO – Rio de Janeiro - RJ
175
Maria Eugenia Villa Real
Representante de ECPAT Internacional para as Américas.
176
Maria Luiza Duarte de Araújo
Coletivo Mulher Vida – Recife – PE
177
Miriam Flavia Medeiros De Araujo
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal - RN
178
Monaliza Da Silva Vital
Estudante – FACEX – Natal - RN
179
Nicole de Oliveira Rodrigues
Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN)
180
Nilza Maria Molina Mendes (Coord.)
Cons. Regional Psicologia - RN
181
Patrícia Elizabeth Sanz De Alvarez
FACEX - Estudante – Natal – RN
182
Patrícia Marinho Oliveira Santarosa
Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES) Natal - RN
183
Pedro Gomes De Araújo
Conselho Tutelar Zona Leste – Natal – RN
184
Peky Rubin De Celis
Equipo de Comunicación Alternativa con las Mujeres (ECAM) - Bolivia
185
Philippe Olivier Dicquemare
Groupe Développement - França
186
Raimunda Nonata Cadó
Fundação Fé e Alegria – Natal - RN
187
Rannykelly Andrade
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
188
Regina Lúcia Emiliano Pinheiro
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
189
Renata Gomes Marques da Silva Souza
Visão Mundial/PDA Caminhos do Sol – Natal -RN
190
Renata Ricardo Carvalho Silva
CREAS I
191
Renata Ricardo de Carvalho
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
192
Ricardo Da Silva Santos
Cons. Tutelar - Parazinho
193
Roberta Medeiros De Queiroz
Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDECA - CE)
194
Roberto José dos Santos
AMAR – Rio de Janeiro – RJ
195
Rochelle Silva De Oliveira
Estudante – FACEX – Natal - RN
196
Rogéria Maria De Oliveira Santos
CREAS - Parnamirim – RN
197
Rogerio Amorim
Secretaria Municipal De Ação Social - Nova Cruz – RN
198
Roseane Fátima De Queiroz Morais
PPEVS/ Childhood-Brazil – Recife -PE
199
Rossana Costa França
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
200
Raimundo Lippi
ABTOS - MG
201
Regina Lúcia Emiliano Pinheiro
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
202
Rodrigo Francisco Correa de Oliveira (Jovem)
Oficina de Imagens (MG)

203
Rosana França (Jovem)
Coletivo Mulher Vida – Recife – PE
204
Sandra Maria Cruz Rodrigues Da Silva
Seec/RN
205
Sandra Pereira Nunes Lopes
BEMFAM – Natal – RN
206
Sandra Suzana de Medeiros Soares
Secretaria de Estado e Defesa Social – Sesed - RN
207
Severina Maria de Melo Silva
Curso Pós Graduação IBEPIS – Natal - RN
208
Silvia Cristina Pimentel
Associação Barraca da Amizade – Fortaleza – Ceará
209
Simone Fernandes De Vasconcelos
Câmara Municipal de Natal – RN 
210
Simone Maria Cavalcante
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do RN (CONSEC)
211
Sergio Maia
Juiz 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do RN
212
Stéphanie Christina Paiva da Silva
Universidade Potiguar - Estudante
213
Susanira Maria Praxedes do Amaral
Casa de Passagem II - Natal – RN
214
Sylla Verusca Soares Lopes de Medeiros
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal - RN
215
Tábita Pollyana Alves de Souza
CREAS II
216
Taise Cristina Gomes C. de Negreiros
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
219
Tânia Maruska Rocha Felix Petersen
Escola Municipal Prof.ª Vera Lúcia - SME
210
Tatiana do Rego Lima
Estudante - Universidade Potiguar – Natal - RN
221
Tatiana Minchoni
Estudante – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
222
Thiago Barros de Freitas
CREAS II
223
Thiago Isaias Nóbrega De Lucena
Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS – Natal -RN
224
Tiago Cantalice da Silva Trindade
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
225
Tiago Carlos de Araújo Bonfim
PPEVS/ Childhood - Brasil – Recife -PE
226
Tiana Sento Sé
ECPAT – BRASIL – Rio de Janeiro - RJ
227
Teresa Amorim
Groupe Développement - França
228
Tomazia Isabel Fernandes de Araújo
Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC) RN
229
Vagno Luiz Da Silva
Conselho Tutelar - Vice Presidente - Nova Cruz – RN
230
Valéria Magalhães
Portal kids – Rio de Janeiro - RJ
231
Valéria Marinho Da Silva
Prefeitura Municipal de Arez – RN 
232
Valesca Pinheiro De Souza
Secretaria Municipal de Assistência Social – Natal –RN
233
Valmir Bernardino De Oliveira Júnior
Conselho Tutelar Conselheiro - Nova Cruz – RN
234
Valquíria Alencar De Sousa
Centro de Mulheres 8 De Março - João Pessoa – PB
235
Vanda Camboim Soares
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
236
Vanessa Macambira dos Santos
Curso Pós Graduação IBEPIS – Natal - RN
237
Verônica Celeste de Medeiros
Coordenadora/ Assistente Social CREAS - Salvador
238
Viviane Carvalho Lima
Coordenadoria de Direitos Humanos
239
Werllandy Jacó Da Silva Lopes
Casa de Passagem II - Natal -RN
EQUIPE ORGANIZAÇÃO E APOIO LOGÍSTICO
NOME
ENTIDADE
01
Carlos Augusto
INTERPRETE-  ESPANHOL
02
Dilma Felizardo
IBEPIS
03
Ítalo George
UNP
04
Luciana André
IBEPIS
05
Micheline Lima
IBEPIS
06
Midian Araújo
IBEPIS
07
Mônica Marinho
IBEPIS
08
Pedro Regis
UNP
09
Pollyana Lucena
UNP
10
Priscyla Borges
UNP
11
Renata Lais
UNP
12
Rayane Souza
IBEPIS
13
Ricardo Alexandre
IBEPIS
14
Shirley da Cunha
UNP
13
Ticianne Perdigão
IBEPIS
15
Vanice Queiroga
INTERPRETE - FRANCÊS





[1] Não pode comparecer e justificou a ausência.
[2] Não pode comparecer e justificou a ausência.

[3] Elaborada por ocasião da 162ª. Assembléia ordinária e descentralizada do Conselho Nacional dos Direi­tos da Criança e do Adolescente – Conanda, realizada nos dias 13, 14 e 15 de maio de 2008, em Natal/RN, convocada com o objetivo de discutir a temática da violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes, na perspectiva de realizar uma visita­ção estratégica e propositiva ao Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil.

[4]  Há diferentes formas de abordar a intervenção social, aqui entendida a partir dos dois grandes modelos: a “intervenção social dirigida” e a “intervenção social participativa”.  As intervenções “dirigidas” são aquelas planificadas, executas e avaliadas por parte da equipe de profissionais e técnicos legitimados para isso. Estes não buscam uma transformação da sociedade em seu conjunto, mas sim, atacar aspectos ocasionados pelo sistema através de mecanismos e instituições sociais preparadas e legitimadas para realizar esta intervenção.  A intervenção “participativa” se diferencia da “intervenção dirigida”, por que aborda um grupo afetado por algum problema social como interlocutor e agente privilegiado para a transformação social. Nesta, a proposta, execução e avaliação dos programas e ações se fazem a partir do diálogo entre aquelas pessoas que intervém e as afetadas pelo problema concreto. MONTENEGRO (2001) Luque, (1988) FREIRE (1975 e 1997). LÓPEZ – CABANAS e CHACÓN (1997).




Dilma Felizardo na construção do documento


Mesas redondas
Digitando uma minuta



       Grandes Mulheres nessa construção











Grupo de discussão
Com o Professor Dr. José Raimundo Silva Lippi - "O Dinossauro da Psiquiatria"


                                                                           Senador José Agripino ouvindo Dilma Felizardo
9189-2860
                                      Representações do movimento de Jovens no Brasil

Agora é com você!

Tudo na vida exige de nós iniciativa. Na sociedade (MUNDO) em que vivemos as pessoas estão cada vez mais individualistas, e diante dos problemas sociais que pertencem a todos, preferem adotar a filosofia do "menor esforço", residindo aqui um enorme perigo, pois a Sociedade se torna refém de si mesma e cria seus fantasmas, "zumbis sociais", seres que seguem no fluxo dos acontecimentos e deles fazem pouco caso. Devemos compreender que a Sociedade se constrói e se faz do individual para o coletivo e do coletivo para o individual, para tanto exige de cada indivíduo, de cada ser social, posturas que impactem a todos, pois só assim conseguiremos alterar o "status quo" da Sociedade.
A mudança que se espera e necessita vem de cada um de nós, os problemas estão por todos os lugares, as soluções estão em nossas mãos. Que este espaço venha para contribuir no seu desenvolvimento intelectual, crítico e social. Precisamos ser enérgicos para mudarmos um pouco o rumos das questões sociais, dos problemas. É disso que estamos necessitando hoje, de iniciativa, pois assim teremos como contribuir de alguma forma para uma real mudança social.


Um abração nunca esqueça que todos nós somos responsáveis por escrever a história de nossas vidas e da sociedade em que vivemos.