Precisamos entender como se constrói uma sociedade!

José Roberto Negreiros

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Natal, Rn, Brazil
Sociólogo formado pela UFRN, policial Militar formado em 2001 pela Academia de Polícia Militar Cel. Milton Freire de Andrade, Instrutor do PROERD - PROGRAMA EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA AO USO DE DROGRAS E A VIOLÊNCIA, com orgulho, especializações em "Direitos Humanos", "Violência, criminalidade e prevenção" e "Enfrentamento e combate a exploração sexual de crianças e adolescentes", "Polícia Comunitária" e "Concepção e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente" pela Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP/BRASÍLIA. Especialista pela PUC - GOIÁS em Intervenção Sóciopsicoeducativa na Área da Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Pai coruja, um ser inconformado com as injustiças e desigualdades sociais, gosta de desafios e acredita que ser Policial Militar é algo grandioso se você acreditar no social. Mudar vidas pela ação reflexão, dizendo não a qualquer forma de violência é algo que não se discute, se faz! Nunca desistir é meu lema! INDIQUE A LEITURA DESTE BLOG, DEIXE SEU COMENTÁRIO!

Uma parceria para vida toda!

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União de grandes frutos!

sábado, 24 de setembro de 2011

PROERD & RONDA ESCOLAR

"POLÍCIA NA ESCOLA?! PRA QUÊ?!"

Este foi um Artigo nosso, Publicado na Revista "Ação Policial", de edição Nacional, onde nele abordamos a ação e presença da Polícia Militar dentro das escolas, numa justificativa da necessidade e reconhecimento destes nobres profissionais. Neste artigo em particular abordamos as ações dos que fazem a prevenção ao uso de Drogas e à Violência.

"O Artigo" 

Caro leitor, essa é uma pergunta que há muito não quer calar. Muitos buscam respostas onde não irão encontrar, pelo simples fato de que não é isso que realmente querem, ou não estão trilhando o caminho correto para chegar à resposta. Este breve artigo tem como objetivo principal, tratar da construção da cidadania por intermédio de um trabalho que vem dando certo. 
Nos dias atuais estamos vivenciando quebras de paradigmas socioculturais e econômicos muito importantes, eventos multifacetados os quais nos levam a um amadurecimento de nossas ações enquanto profissionais da segurança pública, para tanto devemos como atores sociais que somos, ficar atentos afim de que possamos acompanhar esses avanços e demonstrar singela maestria no desempenho da nobre missão policial militar, que vai muito além do que qualquer mortal mente humana possa idealizar ou sonhar.
Enganam-se quem pensa que o profissional da segurança pública é de ferro, que é feito de pedra ou algo parecido, digo isso pelo fato de que são levados ao extremo de suas capacidades humanas para garantir uma ordem social que nem sempre é perceptível em decorrência de fatores adversos oriundos da própria sociedade que constrói seus problemas, delegando ao Estado, Estado este que segundo Maquiavel nada mais é que “uma relação de forças entre comando e obediência”, tal delegação vinda por intermédio da Polícia, que arca com o amargo papel de pôr ordem ao caos social implantado, nela e por ela, recheado de desamor, intrigas, invejas, corrupções e toda sorte de sentimentos que juntos destroem qualquer sociedade que se diga “organizada”.
O policial que faço referência, ou seja, o homem, a mulher, o pai, a mãe, o filho, a filha, o avô ou avó, digamos de forma macro, “o ser humano” carregado de valores e sentimentos e que em seu peito bate um coração igual aos de todos, é antes de tudo um forte que se torna nobre pelas suas dignas ações, que assumem papéis de psicólogos, mediadores e tantas outras profissões que só no calor das ocorrências são desabrochadas como que numa “ação divina”, homens e mulheres que saem de suas casas e assumem o risco de suas funções sociais.
Por tudo quanto já falamos, destacamos o brilhantismo dos que fazem o PROERD e o RONDA ESCOLAR no Rio Grande do Norte e por que não dizer por todos que estão espalhados por este Brasil desempenhando função análoga, profissionais que buscam resgatar e construir valores que conduzam as crianças e adolescentes, bem como suas famílias para um futuro que não lhes tragam nenhuma sorte de arrependimento ou sofrimento, seja individual ou coletivo, pessoal ou familiar.
Retomando o questionamento, pensemos um pouco e vamos ver aonde chegaremos. Polícia na escola? Pra quê? Para responder devemos pensar um pouco da seguinte forma; Considerando a criança e/ou o adolescente como ser em plena fase de desenvolvimento, sujeito de direitos, com uma subjetividade que o torna realmente diferente, algumas vezes incompreensível, temos as ações do PROERD, garantindo a presença de um policial militar fardado em sala, ministrando aos alunos disciplinas que abordam a prevenção ao uso de drogas e a violência, mostrando as conseqüências, levando os alunos a resistirem a toda e qualquer oferta de drogas, aprendendo a dizer não, bem como auxiliando na prevenção ao envolvimento com a violência, dividindo com os pais essa responsabilidade de orientar.
Concomitante a isso vem a ação do RONDA ESCOLAR, formado por policiais militares selecionados e capacitados no Estatuto da Criança e do Adolescente, prontos para servir e atuar aplicando uma filosofia de polícia que faz a diferença, onde no contato direto com a comunidade escolar desenvolve um brilhante trabalho de orientação e prevenção ao uso de drogas e a violência no entorno das escolas e nas escolas, interagido também com a comunidade, reprimindo a ação de traficantes e outros aliciadores, combatendo a ação de gangues e “torcidas organizadas”, num trabalho sempre voltado para a comunidade, fortalecendo o PROERD que desenvolve um trabalho interno, somando a ação preventiva externa e interna.
Neste instante o Estado assume seu legítimo papel de cuidar dessa clientela, pupilas dos olhos de quem as geraram, salientando que estes alunos representam e ao mesmo tempo são os filhos dessa sociedade que clama por socorro, nossos filhos e de todos aqueles que como você leitor, confia deixar numa escola acreditando que lá estará seguro e aprendendo o que é bom e saudável.
Não existem barreiras sociais que impeçam o surgimento de uma cadeia homogenia em prol da vida, da prevenção, pois hoje a droga não escolhe que porta irá bater, nem qual a vida que irá ceifar precocemente, além de ser uma epidemia e questão de segurança pública, podemos sim considerar como um problema de saúde pública nas três esferas, Federal, Estadual e municipal, devendo ser tratado como tal.
Caro leitor, inicio o encerramento deste Artigo frisando que nossos olhos devem prestar conta do que vêem e nossa consciência também, parafraseando Peter Berger, um grande autor da Sociologia, “O bom espião informa o que existe, cabe aos outros decidir o que deve ser feito em decorrência das informações por ele prestadas”. (BERGER, 1986). Que cada um possa analisar friamente a importância da Prevenção, respeitando e agindo como espião, identificando as potencialidades que existem nas crianças e nos adolescentes, tornando-os seres mais fortes do que já são e permitindo que as ações deste Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência – PROERD, bem como o RONDA ESCOLAR, sejam uma Política de Estado, que com base na Constituição Federal de 1988, em seu Art. 227, vindo a garantir os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, onde assim podemos contemplar a vida longe das drogas, um mal que vem assolando e destruindo precocemente famílias e vidas.
No mesmo entendimento temos o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069/1990 em seus Artigos 4º, 5º e 6º, entre outros, respaldando as ações que visam garantir direitos fundamentais contidos na Carta Magna, como também temos a Convenção da ONU sobre os direitos da criança e do adolescente em seu Art. 19.1, o qual versa sobre o papel dos Estados, assim transcrito; “Os Estados – Partes tomarão todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educacionais apropriadas para proteger a criança contra todas as formas de violência física, mental, abuso ou tratamento negligente, maus tratos...” Polícia na escola? Pra quê? Para proteger, educar e orientar nossas crianças e adolescentes com segurança e cidadania, construindo uma rede forte que une a Família, a Escola e a Polícia, espero ter respondido. Felicidades e vamos à Prevenção!

Algumas fotos foram postadas no Artigo, outras não, mas coloco aqui para mostrar um pouco do que fazemos com amor.

 PARCERIA POLÍCIA E ESCOLA - NATAL - RN - BRASIL

 
EM NATAL - RN - BRASIL, POLÍCIA MILITAR NA SALA DE AULA. 
O PROERD PELAS NOSSAS CRIANÇAS

EM SÃO JOSÉ DO MIPIBU - RN - BRASIL

FAZENDO A PREVENÇÃO
PROERD
POLICIA MILITAR - RN - BRASIL


O "EU" (Cidadão, Pai e Policial), ENCENANDO UMA PEÇA TEATRAL COM ALUNOS 
DE SÃO JOSÉ DO MIPIBU - RN - BRASIL
PROERD
POLÍCIA MILITAR

ESSE SOU EU MESMO, ME PASSANDO DE "TRAFICANTE" EM SALA DE AULA, ONDE OS ALUNOS TRAZEM SOLUÇÕES PARA SITUAÇÕES CRIADAS. 
PROERD 
POLÍCIA MILITAR - RN - BRASIL

O POLICIAL RECEBENDO DA PROFESSORA E DA TURMA, UMA LEMBRANÇA SIMBÓLICA E CHEIA DE VALORES E REPRESENTAÇÕES, QUE MOSTRAM A IMPORTÂNCIA DA PRESENÇA DA POLÍCIA NA ESCOLA.
SÃO JOSÉ DE MIPIBU - RN - BRASIL
POLICIA MILITAR

Polícia na escola?! Pra quê?!

Precisa responder mais alguma coisa?

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A bravura provém do sangue, a coragem provém do pensamento" (Desconhecido)

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Tudo na vida exige de nós iniciativa. Na sociedade (MUNDO) em que vivemos as pessoas estão cada vez mais individualistas, e diante dos problemas sociais que pertencem a todos, preferem adotar a filosofia do "menor esforço", residindo aqui um enorme perigo, pois a Sociedade se torna refém de si mesma e cria seus fantasmas, "zumbis sociais", seres que seguem no fluxo dos acontecimentos e deles fazem pouco caso. Devemos compreender que a Sociedade se constrói e se faz do individual para o coletivo e do coletivo para o individual, para tanto exige de cada indivíduo, de cada ser social, posturas que impactem a todos, pois só assim conseguiremos alterar o "status quo" da Sociedade.
A mudança que se espera e necessita vem de cada um de nós, os problemas estão por todos os lugares, as soluções estão em nossas mãos. Que este espaço venha para contribuir no seu desenvolvimento intelectual, crítico e social. Precisamos ser enérgicos para mudarmos um pouco o rumos das questões sociais, dos problemas. É disso que estamos necessitando hoje, de iniciativa, pois assim teremos como contribuir de alguma forma para uma real mudança social.


Um abração nunca esqueça que todos nós somos responsáveis por escrever a história de nossas vidas e da sociedade em que vivemos.