PROERD & RONDA ESCOLAR
"POLÍCIA NA ESCOLA?! PRA QUÊ?!"
Este foi um Artigo nosso, Publicado na Revista "Ação Policial", de edição Nacional, onde nele abordamos a ação e presença da Polícia Militar dentro das escolas, numa justificativa da necessidade e reconhecimento destes nobres profissionais. Neste artigo em particular abordamos as ações dos que fazem a prevenção ao uso de Drogas e à Violência.
Caro leitor, essa é uma pergunta que há muito não quer calar. Muitos buscam respostas onde não irão encontrar, pelo simples fato de que não é isso que realmente querem, ou não estão trilhando o caminho correto para chegar à resposta. Este breve artigo tem como objetivo principal, tratar da construção da cidadania por intermédio de um trabalho que vem dando certo.
Nos dias atuais estamos vivenciando quebras de paradigmas socioculturais e econômicos muito importantes, eventos multifacetados os quais nos levam a um amadurecimento de nossas ações enquanto profissionais da segurança pública, para tanto devemos como atores sociais que somos, ficar atentos afim de que possamos acompanhar esses avanços e demonstrar singela maestria no desempenho da nobre missão policial militar, que vai muito além do que qualquer mortal mente humana possa idealizar ou sonhar.
Enganam-se quem pensa que o profissional da segurança pública é de ferro, que é feito de pedra ou algo parecido, digo isso pelo fato de que são levados ao extremo de suas capacidades humanas para garantir uma ordem social que nem sempre é perceptível em decorrência de fatores adversos oriundos da própria sociedade que constrói seus problemas, delegando ao Estado, Estado este que segundo Maquiavel nada mais é que “uma relação de forças entre comando e obediência”, tal delegação vinda por intermédio da Polícia, que arca com o amargo papel de pôr ordem ao caos social implantado, nela e por ela, recheado de desamor, intrigas, invejas, corrupções e toda sorte de sentimentos que juntos destroem qualquer sociedade que se diga “organizada”.
O policial que faço referência, ou seja, o homem, a mulher, o pai, a mãe, o filho, a filha, o avô ou avó, digamos de forma macro, “o ser humano” carregado de valores e sentimentos e que em seu peito bate um coração igual aos de todos, é antes de tudo um forte que se torna nobre pelas suas dignas ações, que assumem papéis de psicólogos, mediadores e tantas outras profissões que só no calor das ocorrências são desabrochadas como que numa “ação divina”, homens e mulheres que saem de suas casas e assumem o risco de suas funções sociais.
Por tudo quanto já falamos, destacamos o brilhantismo dos que fazem o PROERD e o RONDA ESCOLAR no Rio Grande do Norte e por que não dizer por todos que estão espalhados por este Brasil desempenhando função análoga, profissionais que buscam resgatar e construir valores que conduzam as crianças e adolescentes, bem como suas famílias para um futuro que não lhes tragam nenhuma sorte de arrependimento ou sofrimento, seja individual ou coletivo, pessoal ou familiar.
Retomando o questionamento, pensemos um pouco e vamos ver aonde chegaremos. Polícia na escola? Pra quê? Para responder devemos pensar um pouco da seguinte forma; Considerando a criança e/ou o adolescente como ser em plena fase de desenvolvimento, sujeito de direitos, com uma subjetividade que o torna realmente diferente, algumas vezes incompreensível, temos as ações do PROERD, garantindo a presença de um policial militar fardado em sala, ministrando aos alunos disciplinas que abordam a prevenção ao uso de drogas e a violência, mostrando as conseqüências, levando os alunos a resistirem a toda e qualquer oferta de drogas, aprendendo a dizer não, bem como auxiliando na prevenção ao envolvimento com a violência, dividindo com os pais essa responsabilidade de orientar.
Concomitante a isso vem a ação do RONDA ESCOLAR, formado por policiais militares selecionados e capacitados no Estatuto da Criança e do Adolescente, prontos para servir e atuar aplicando uma filosofia de polícia que faz a diferença, onde no contato direto com a comunidade escolar desenvolve um brilhante trabalho de orientação e prevenção ao uso de drogas e a violência no entorno das escolas e nas escolas, interagido também com a comunidade, reprimindo a ação de traficantes e outros aliciadores, combatendo a ação de gangues e “torcidas organizadas”, num trabalho sempre voltado para a comunidade, fortalecendo o PROERD que desenvolve um trabalho interno, somando a ação preventiva externa e interna.
Neste instante o Estado assume seu legítimo papel de cuidar dessa clientela, pupilas dos olhos de quem as geraram, salientando que estes alunos representam e ao mesmo tempo são os filhos dessa sociedade que clama por socorro, nossos filhos e de todos aqueles que como você leitor, confia deixar numa escola acreditando que lá estará seguro e aprendendo o que é bom e saudável.
Não existem barreiras sociais que impeçam o surgimento de uma cadeia homogenia em prol da vida, da prevenção, pois hoje a droga não escolhe que porta irá bater, nem qual a vida que irá ceifar precocemente, além de ser uma epidemia e questão de segurança pública, podemos sim considerar como um problema de saúde pública nas três esferas, Federal, Estadual e municipal, devendo ser tratado como tal.
Caro leitor, inicio o encerramento deste Artigo frisando que nossos olhos devem prestar conta do que vêem e nossa consciência também, parafraseando Peter Berger, um grande autor da Sociologia, “O bom espião informa o que existe, cabe aos outros decidir o que deve ser feito em decorrência das informações por ele prestadas”. (BERGER, 1986). Que cada um possa analisar friamente a importância da Prevenção, respeitando e agindo como espião, identificando as potencialidades que existem nas crianças e nos adolescentes, tornando-os seres mais fortes do que já são e permitindo que as ações deste Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência – PROERD, bem como o RONDA ESCOLAR, sejam uma Política de Estado, que com base na Constituição Federal de 1988, em seu Art. 227, vindo a garantir os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, onde assim podemos contemplar a vida longe das drogas, um mal que vem assolando e destruindo precocemente famílias e vidas.
No mesmo entendimento temos o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069/1990 em seus Artigos 4º, 5º e 6º, entre outros, respaldando as ações que visam garantir direitos fundamentais contidos na Carta Magna, como também temos a Convenção da ONU sobre os direitos da criança e do adolescente em seu Art. 19.1, o qual versa sobre o papel dos Estados, assim transcrito; “Os Estados – Partes tomarão todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educacionais apropriadas para proteger a criança contra todas as formas de violência física, mental, abuso ou tratamento negligente, maus tratos...” Polícia na escola? Pra quê? Para proteger, educar e orientar nossas crianças e adolescentes com segurança e cidadania, construindo uma rede forte que une a Família, a Escola e a Polícia, espero ter respondido. Felicidades e vamos à Prevenção!
Algumas fotos foram postadas no Artigo, outras não, mas coloco aqui para mostrar um pouco do que fazemos com amor.
PARCERIA POLÍCIA E ESCOLA - NATAL - RN - BRASIL
EM NATAL - RN - BRASIL, POLÍCIA MILITAR NA SALA DE AULA.
O PROERD PELAS NOSSAS CRIANÇAS
EM SÃO JOSÉ DO MIPIBU - RN - BRASIL
FAZENDO A PREVENÇÃO
PROERD
POLICIA MILITAR - RN - BRASIL
O "EU" (Cidadão, Pai e Policial), ENCENANDO UMA PEÇA TEATRAL COM ALUNOS
DE SÃO JOSÉ DO MIPIBU - RN - BRASIL
PROERD
POLÍCIA MILITAR
ESSE SOU EU MESMO, ME PASSANDO DE "TRAFICANTE" EM SALA DE AULA, ONDE OS ALUNOS TRAZEM SOLUÇÕES PARA SITUAÇÕES CRIADAS.
PROERD
POLÍCIA MILITAR - RN - BRASIL
O POLICIAL RECEBENDO DA PROFESSORA E DA TURMA, UMA LEMBRANÇA SIMBÓLICA E CHEIA DE VALORES E REPRESENTAÇÕES, QUE MOSTRAM A IMPORTÂNCIA DA PRESENÇA DA POLÍCIA NA ESCOLA.
SÃO JOSÉ DE MIPIBU - RN - BRASIL
POLICIA MILITAR
Polícia na escola?! Pra quê?!
Precisa responder mais alguma coisa?
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A bravura provém do sangue, a coragem provém do pensamento" (Desconhecido)